Mais do que um custo, a fiscalidade deve ser encarada como um fator estratégico para as empresas. Susana Estêvão Gonçalves, responsável pela equipa de fiscal do escritório da Pérez-Llorca de Lisboa, falou com o Jornal Económico (JE) sobre aquela que qualifica como uma “variável de decisão estratégica” que deve estar inscrita no “modelo de negócio” das empresas.
“A fiscalidade é hoje um tema de reputação empresarial”, defendeu a advogada, notando que o planeamento fiscal agressivo vai sendo substituído por modelos responsáveis e sustentáveis.
“O planeamento fiscal agressivo está cada vez mais posto de parte. Existem questões de reputação empresarial que têm de ser consideradas”, sublinhou. Hoje, as exigências dos stakeholders, dos investidores, dos reguladores e do mercado são outras. “Estão preocupados mais com a substância económica das operações e com a coerência entre o valor que se gera e onde é que se pagam os impostos”. Nesse sentido, defende, a fiscalidade “é vista cada vez mais de uma forma responsável e sustentável, e não tanto como um planeamento fiscal agressivo”.
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