A segurança de abastecimento energético está intrinsecamente ligada à estabilidade geopolítica, sendo particularmente vulnerável a conflitos internacionais que afetam a disponibilidade e o preço dos produtos petrolíferos, expondo economias dependentes de importações a choques de oferta e volatilidade de custos.
A eletrificação dos consumos finais surge como um vetor estratégico de mitigação dessa dependência, que deve ser acompanhada por um reforço significativo da capacidade instalada de energias renováveis endógenas, bem como do desenvolvimento de soluções de armazenamento e outros mecanismos de flexibilidade. O investimento articulado em eletrificação, renováveis e armazenamento constitui não apenas uma resposta à transição energética, mas também um instrumento essencial para alcançar maior independência energética e construir um sistema elétrico mais resiliente, capaz de responder a perturbações externas e garantir a continuidade do abastecimento.
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